Desde 1973, Matuck transcende sua arte das telas e do papel para a terra. Com um pequeno grupo de amigos, ele já plantou mais de 2 mil árvores nos arredores de sua casa.
“Sou apaixonado pela natureza. Faço questão de ir atrás de cada semente, de cultivá-la na minha casa, transplantar no lugar onde moro e acompanhar o crescimento de cada uma delas. É um simples gesto de cuidar do entorno”, diz Rubens.
Com a mesma paixão com a qual desliza o pincel na tela, ele acompanha o desenvolvimento de cada uma das espécies com aguçada curiosidade pelos brotos que surgem - sempre atento ao verde das praças e parques da Vila.
“É um trabalho de Gandhi, de formiguinha, e gosto de sentir que estou fazendo minha parte”, diz.
Encantada com o trabalho de Rubens, a escritora Ruth Rocha escreveu um livro para homenagear o amigo. Ela já o conhecia como artista. Mas, numa visita a seu estúdio na cidade de São Paulo, ela descobriu um "outro" Rubens, o estudioso da natureza e plantador de árvores.
Encantou-se com sua coleção de frutos, sementes e outros objetos recolhidos em viagens pelo Brasil e, principalmente, com as mudas criadas no "berçário" – um viveiro que ele mantém na pequena varanda de seu estúdio –, generosamente distribuídas a quem quiser plantá-las.
Desse encontro e do desejo de divulgar o exemplo maravilhoso que significa esse trabalho, Ruth tirou inspiração para escrever o livro Rubens, o semeador, um incentivo para que outros "Rubens" surjam por aí, tornando nossas cidades mais bonitas e mais humanas.
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